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AALEN

Na sexta-feira o Tomas nos levou de carro até a cidade de Aalen, cerca de uns 200 km de Munique, onde mora o meu mano João Carlos com a sua família. Viajamos por uma auto estrada, onde a velocidade pode ser sentida mas sem abusar da sorte. Nota-se que os alemães pisam, mas também dirige muito bem, respeitando os limites e se conduzindo de forma muito cordial com os demais condutores.

A noitinha na casa do mano João, à volta da mesa entre papos, nos forramos com um belo rodízio pratos frios especiais e muito saborosos, e, logicamente, regados à cervejas, e cá entre nós, as alemãs dão de dez à zero nas nossas.

No sábado pela manhã, fomos a cidade à cidade de Rothenburg, mas isso a gente conta logo mais.

No sábado a noite o mano nos serviu um típico prato alemão, um suculento assado de porco, chucrute e uma bolota de massa especial chamada Knödel (um tipo de nhoque gigante), que é muito bom, e, logicamente, mais um desfile de alguns tipos de cervejas diferentes que foram sorvidas dentro das técnicas recomendadas.

No domingo, seguramente não pela nossa chegada, acontecia uma festa na cidade de Aalen, bem o estilo das tradicionais festas germânicas, com direito a orquestras, bandas, bandinhas, muitas bancas com variadas comidas e bebidas. Aproveitamos de tudo um pouco, inclusive, um generoso pedaço de carne de porco assado, que um gentil e simpático alemão nos serviu, regado a cervejas. A festa estava muito boa, mas ai pelas 17h o frio bateu pra valer e como logo mais a noite estava previsto o nosso retorno a Munique, de carona com o Tomas, resolvemos nos recolher.

http://www.aalen.de

http://www.wetteronline.de/Deutschland.htm

ROTHENBURG

Como disso antes, no sábado pela manhã fomos fazer um passeio a uma cidade chamada de Rothenburg. A parte antiga desta cidade, fundada pelos idos anos 1000, para a sua defesa daquela época, foi cercada por um enorme muro, que é preservado até hoje.

Além de lojas, igrejas, museus e vida própria voltada ao turismo, o local possui antigos prédios que são preservados e conservados, que nos remetem a idade de sua fundação.

É um inesquecível passeio no tempo, que deixa os turistas boquiabertos, de tantas belezas antigas que estão preservadas até os dias atuais.

No retorno passamos por alguns trecho da estrada que faz parte do famoso trajeto da “Estrada Romântica”, com suas vilas de moradores (agricultores) que lidam com a terra.

 

http://www.rothenburg.de/d/ISY/index.php?get=1492

https://www.romantischestrasse.de/

MUNIQUE

Durante toda a semana seguinte permanecemos em Munique, alojados nas dependências da Comunidade Luterana de Munique. O local é muito aconchegante e com excelentes instalações. Dispondo também de internet, que nos possibilitou manter contatos diários com o nossos familiares e amigos, além de nos ajudar nas pesquisas mais detalhadas para os roteiros dos passeios seguintes, tendo em vista que tivemos que alternar o programado, por causa das chuvas em alguns dias.

Na segunda-feira, com chuva, fomos ao centro de Munique com o trem de superfície (o S-Bahn), mas que na área central trafega por túneis. Falando em trem, é muito bom e tranqüilo andar com este meio de transporte por lá. Não é tão complicado assim. Para as viagens inter-cidades, pode se compra os passe aqui e nos principais trecho, inclusive, se antecipa a reserva. É fácil achar as plataformas de embarques que lá chamam de Gleis, pois existem quadros com as indicações dos trens, horários e seus respectivos vagões para embarque. Existem múltiplas possibilidades de se viajar de trem, quanto a escolha de horários e itinerários, o que facilita bastante. Pela internet consegue-se ver todas as opções possíveis.

Mas cuidado, as vezes ocorrem pequenos atrasos nas partidas e até paradas técnicas, em função de que em muitos roteiros estão passando por reformas e atualizações das vias para receber trens mais modernos e velozes. Isso nos aconteceu de Munique para Salzburg e também para Innsbruck. Um detalhe, em todos os nosso casos, a chegada foi na hora exata. Porém, nos casos de viagens com transbordos, mantenha um tempo razoável entra as conexões, porque as estações em hora de pique, sempre são meio tumultuadas, o que poderá atrapalhar “mochileiros” de primeira viagem.

Uma dica. Nunca embarcar sem passagem ou com o passe sem estar marcar o dia da viagem, pois é bronca na certa e da pesada, se pegarem. O sujeito poderá ser convidado a descer na próxima estação, onde já o esperam para os devidos costumes. O pessoal de apoio das ferrovias são muito atenciosos e corteses, inclusive passando dicas, mas muito exigentes.

O centro de Munique (o Marienplatz) é lindo. Mesmo com uma leve chuva e um pouco de frio (10 graus), havia muita gente para todos os lados e muitos turistas. Lojas e mais lojas. Dezenas de restaurantes com suas mesas ao ar livre, quando o clima permite, o que ainda iríamos desfrutar mais para o final da semana.

Aliás, só na sexta-feira conseguimos nos refestelar ao sol, tomando uma cerveja bem tradicional de Munique, a “Dunkel München”, uma cerveja preta, leve e muito saborosa. Pelo tamanho do copo da pra gente ter uma idéia de que ali de toma com vontade. Comer então, é por ai o caminho, com as saborosas salsichas de tudo que é tipo.

Os prédios, cada qual com suas peculiaridades são um passeio no tempo, lembrando de que Munique comemorou em 2008 os seus 850 aninhos. O prédio da prefeitura, chamado de o Rathaus, chama a atenção para os detalhes. E muitos outros.

As igrejas nos deixam a gente sem fôlego, tanto pela beleza externa como na parte interna. Existem dezenas delas, mas entramos somente em duas, não dá tempo para se ver tudo por isso, visitamos as duas principais no centro da cidade.

A igreja Michaelskirche, esta sendo restaurada por fora. Aliás, muitos prédios antigos estão passando por reformas e restaurações, isso é uma constante. É comum em muitas igrejas existirem no subsolo um lugar reservado para a guarda das “relíquias” fúnebres de reis, rainhas e seus familiares. Nesta, encontramos os restos mortais do Ludwig II, Rei da Baviera, que viveu entre os anos 1845 a 1886, reinando por somente 22 anos. Este rei teve uma história bem peculiar, em se tratando de sua época. Mais adiante noutro dia quando fomos a cidade de Füssen, onde visitamos o que esse moço fez em vida e o que ele deixou para posteridade, o deslumbrante Castelo de Neuschwanstein, que em seguida vamos apresentar.

A igreja Frauenkirche, é uma das igreja mais importantes de Munique. Nesta igreja, novamente encontramos algo sobre Ludwig II, o seu mausoléu em mármore preto e bronze. Durante a II Guerra esta igreja foi atingida por bombas americanas, mas conseguiram recuperá-la. No subsolo encontramos uma agradável surpresa, uma menção a Martinho Lutero.

Na sexta-feira, com o sol brilhando e com as tradicionais mesas colocadas sobre os espaços livres de praças e calçadas, permanecemos o dia todo no centro de Munique, que já se preparava a todo o vapor para a tradicional Oktoberfest, que iniciaria no dia seguinte, bem como a comemoração de aniversário dos 850 anos de fundação da cidade.

Para a festa máxima de Munique, estavam previstos a chegada de mais de um milhão de visitantes, que durante duas semana iriam “beber todas”, cantar, dançar e gritar: “jetzt geht’s loss”, ou seja “agora vai começar”... ou em nossa linguagem, “a coisa vai pegar”.

Munique, sempre pode ser visitada, pois existem um ditado em alemão que traduzido diz o seguinte: “Munique está sempre acontecendo” - Ou seja nem em dois ou três meses se consegue ver tudo por lá.

Por isso, falar em Munique e não falar na Oktoberfest, é um crime. No dia seguinte em que saímos de Munique com destino a Innsbruck na Áustria, era justamente quando iniciava oficialmente a Oktoberfest. Aquilo é uma loucura total, pelo que falam. Na estação central do trem, deu para se ter uma idéia do que aquilo significa para alguns alemães, quando vimos centenas de pessoas descerem dos trens que chegavam de outras cidades, cantando e gritando, e carregando caixas e engradados de cerveja, todos já naquele estado, prontos para a festa.

Bom, como já disse, não ficamos pra ver a festança, pois tínhamos ainda outros bonitos locais nos esperando, mais ao sul, para os lados da Áustria e da Itália.

http://www.muenchen.de/home/60093/Homepage.html
http://www.sightseeingmunich.de/chiemsee.html
http://www.best-of-munich.com/tourist-information/tourist-information.html#frauenkirche
http://s-bahn-muenchen.de/
http://www.deutschland-panorama.de/
http://www.nizkor.org/
http://www.deutsches-museum.de/index.php?id=museumsinsel
http://www.brejas.com.br/viagem-cerveja-alemanha.shtml
http://www.bahntv-online.de/btvo/site/index.php

MUSEUS

São muitos, dezenas. Optamos pela visita de somente um deles, o Museu da Aviação, que fica cerca de uns 30 km do centro de Munique. Nos deslocamos de trem até a cidade de Oberschleissheim, onde fica este museu.

Antes de entrar no museu visitamos um castelo, na realidade é um palácio dos anos de 1600, chamado de Schleissheim, que possui entre outras coisas uma enorme coleção de presépios de todo o mundo, inclusive do Brasil.

O Museu da Aviação, está instalado num prédio que foi uma antiga base aérea da Lufwafe, donde partiram os aviões bombardeiros que fustigavam as tropas brasileira na Itália, durante a II Guerra. Esta base antes do final da guerra, foi tomada pelos americanos, que a transformaram no seu ponto de partida para atingir o norte da Alemanha.

Mas as instalações desta base não servem somente para as relíquias antigas, pois além de guardar aviões pós guerra como dos tempos das guerras da Coréia e do Vietnam, também serve como oficina de recuperações e escola técnica especializada em aeronáutica, para alunos de escola técnicas, uma coisa muito difundida na Alemanha.

Muito pouco da II Guerra existe por aqui. Poucas aeronaves e motores. Aliás, sobre este evento negro que tanto sofrimento trouxe para milhares de alemães e também outros povos, pouco se houve falar ou em nada se comenta. Mas uma coisa que chamou atenção, foi uma raridade da II Guerra, um motor de foguete das temíveis Bombas Voadoras, com as quais os nazistas quase aniquilaram a cidade de Londres. De aspecto simples e robusto, desgraçadamente funcionaram, embora, dizem que muitas explodiram ainda no chão. Estão entre o acervo dois monstros dos ares, que agora jazem em paz, mas que nas décadas de 60 e 70 se digladiaram nos céus do Vietnam, que são o Phanton F4D e o Mig 21.

Particularmente, matei a saudades de dois conhecidos nossos aqui na Força Aérea Brasileira, dos anos 60/70, o inesquecível C47 e o caça TF33. Ambos muito bem conservados, dando a impressão que estavam prontos para decolar. Bom tempos !!!

http://www.deutsches-museum.de/index.php?id=flugwerft

CASTELO DE LINDERHOF

No trajeto da viagem a Füssen para visitar o Castelo de Neuschwanstein, fomos visitar um outro castelo bem menor, porém um dos mais ricamente decorado por dentro. Inclusive, numa das salas existem mais de 5 kg de ouro na decoração do teto.

O Schloss Linderhof (castelo ou palácio Linderhof) é um palácio Real, construído entre 1869 e 1878 pelo Ludwig II. Fica localizado nas proximidades de Oberammergau.

O sol da manhã deste dia, ajudou a fazer brilhar ainda mais as suas paredes externas e seus detalhes dourados. Algumas cenas internas, chegam a nos confundir a visão, dificultando a plena compreensão do que os olhos estão vendo.

Vejam vocês mesmos, com seus próprios olhos, os detalhes internos e externos.

http://www.linderhof.de/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_II_da_Baviera

http://www.schloesser.bayern.de/

http://www.dein-allgaeu.de/regionen1.html

CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN.

Partimos bem cedo para o centro de Munique, para pegar o ônibus especial de excursão, com o coração saindo pela boca, pois estávamos indo atrás da nossa mais almejada aventura, que era a de ver bem de perto um castelo muito especial e seguramente o mais destacado castelo de toda a Europa, o Neuschwanstein.

Iríamos colocar os nossos pés dentro do castelo que teve uma história complicada, mas sobreviveu até os dias atuais. Assim como foi complicada a história de Ludwig II, o seu restaurador e ampliador, que infelizmente não conseguir terminá-lo.

Pelos cuidados e constantes restaurações, este castelo vai mantendo o brilho que certamente o seu idealizador tanto quis dar. Para se ter uma idéia, este castelo é visitado anualmente por mais de um milhão e trezentas mil pessoas, ou seja, é o local mais visitado do mundo, em se tratando de um castelo.

Antes de chegar no Castelo, viajamos por cerca de duas horas, serpenteando lindos locais ao sul da Baviera. A bordo, turistas de diversos países eram alegrados a todo o instante pelo guia turístico, o Carlito, que se comunicada na língua “caseira” de todos os passageiros, fossem eles brasileiros, chineses ou até coreanos. O seu Carlito, foi um show a parte. Esta empresa de ônibus é especializada em diversos outros roteiro pela região.

O Castelo de Neuschwanstein (traduzindo: novo cisne de pedra), numa homenagem ao animal de estimação que Ludwig II adorava. De fato, vimos alguns por lá, são muito bonitos mesmo. Mas antes de chegar no destino, passamos uma enorme planície existe, solitariamente, uma pequena e simpática igreja, a St. Coloman e no fundo ao longe, já se avistava o nosso principal destino, instalado sobre um enorme rocha, o Castelo de Neuschwanstein.

O ônibus estaciona ao lado do Hotel Müller, onde almoçamos é servido um variado cardápio. O acesso até o castelo, poder ser feito a pé (que é coisa para atleta), ou pode ser feito pelas tradicionais carroças da região, puxadas por uma parelha de lindos cavalos, mas como ficamos com pena dos cavalos e decidimos ir com o ônibus especial, que nos levou bem próximo do castelo, onde existe de uma ponte de observação, a “Marienbrücke”, donde se tem a melhor visão externa do castelo e dos seus arredores.

Dali em diante, por uma trilha a pé por dentro do mato, em minutos chega-se aos muros do grande colosso. Este castelo personifica em toda a sua plenitude, algo de romântico e muito além da compreensão normal, do que se passou pela cabeça do seu idealizador, o jovem Ludwig II, que foi rei aos 18 anos e concebeu reformar o que era antes um antigo e inexpressível castelo. As poucas horas em que se permanece por lá, nos remetem a uma história muito obscura que até hoje ainda não foi bem esclarecida, desde o romantismo até a tragédia, passados inclusive, pela política de então.

Os detalhes internos são deslumbrantes. Das paredes ao teto, dos quadros à mobília, em tudo existe absoluta perfeição nos detalhes. O que nos levam a pensar e repensar sobre o que pretendia exteriorizar, em seus sentimentos e frustrações, o seu idealizador que tão pouco o aproveitou, pois teve uma morte prematura num afogamento induzido ou acidental, que até hoje causam dúvidas se foi um acidente ou assassinato.

O acesso ao seu interior é muito bem controlado (nem pense em puxar a máquina fotográfica ou a filmadora), é acompanhado por um guia em grupos pequenos de poucas pessoas, com horário previamente agendado de entrada e saída. Com pequenos aparelhos de áudio no idioma de preferência, somos conduzidas por entre corredores, escadarias e salas. O fôlego nos falta a todo instante pelo que se sobe e por tudo que se enxerga.

O trajeto da visita interna dura cerca de uma hora e meia, passando pelas principais áreas do castelo. Mesmo tendo sido construído nos anos de 1850, alguns detalhes de modernidade foram usados, tais como a ventilação, aquecimento com estufas de cerâmica, encanamento d‘água corrente fria e quente e outros detalhes de engenharia civil, que até hoje são estudados, analisados e usados.

A descida de volta do castelo até a saída do ônibus, fizemos a pé por uma estrada serpenteando entre a floresta, de uns 3 km de lomba abaixo e um desnível de uns 250 m.

Isso nos permitiu, volta e meia, olhar para trás e dar uma última espiada na imponência arquitetônica do castelo e pensar nos mistérios que o ronda.

Existe bem próximo um outro castelo, o Hohenschwangau, que infelizmente não fazia parte do circuito, mas dizem ser muito bonito por dentro.

http://www.neuschwanstein.de/

http://www.neuschwanstein.de/deutsch/schloss/index.htm

http://www.sightseeingmunich.de/neuschwanstein.html

http://www.schwangau.de/

http://www.tourismus-fuessen.de/fuessen_erleben.html

http://www.tourismus-fuessen.de/713.0.htm